Porém, parece que envelheci, finalmente. Uma amiga me chamou para comemorar o aniversário dela de 19 anos numa boate. Fui analisar o convite... Só pensei em ter que me arrumar toda, ter que sair 23h da noite de casa enquanto minha mãe vai dormir, enfrentar uma fila medonha com pessoas jogando fumaça de cigarro na minha cara, entrar num lugar fechado e barulhento com fedor de cigarro e alcool, escorregar em vodka com vidro que caiu no chão, mais fedor, fila no banheiro, sair da boate fedida e dormir num sofá na casa de um amigo, ter um dia seguinte de boca seca e dor de cabeça. Obviamente disse para ela um eufemismo para não " Tenho outro compromisso e não deve dar tempo... desculpa. =( "
Claramente só tenho motivos de VELHA para não ir na boate. Todo jovem deve gostar de fedor, bebida, pegação e virar a noite. Mas eu não consigo mais me divertir com isso. E, na minha opinião, só quem já fez isso demais (um velho por exemplo) que cansou desse ritmo frenético.
Eu já não tenho a mesma cabeça que uma menina de 19 anos, mesmo fisicamente eu ter cara de 17. Não tenho mais as mesma diversões. Logo mais minha diversão será jogar buraco e beber vinho tinto com os amigos que contam piadas sobre o Congresso Nacional. E vou achar isso DIVERTIDO. Estou até tendo uma imagem minha usando roupas de jovem executiva da Folic, a loja preferida das novas velhas.
Até já estou usando cabelos curtos, uns dos primeiros sinais de amadurecimento de uma mulher. A mulher mais velha e sábia procura mais praticidade que beleza... pronto, corta o cabelo. Já estou próxima do estágio 2 de velhice que é usar Renew e ver dicas de moda, sexo e trabalho na Marie Claire.
Enfim, depois de começar a pensar em velhice, vi milhões de exemplos de como estou realmente com 21 anos e com um espírito de velha. Esse é tipo um post parte 1 de uma série de 20 posts que só vão reclamar, algo tipicamente de VELHA. Já até pensei no próximo post: "O caso Eduardo e Mônica: uma diferença de 4 anos pode ser um abismo".

