10 de março de 2008

1° dia de aula de verdade na Eco (ou não)

Como Amy, precisarei de drogas pesadas para aguentar o tranco.


O dia de hoje não foi bom. Foi tão estranho que bati o meu recorde de tempo no transport na academia (aquele aparelho que simula alguém subindo uma escada, ou algo parecido) para transferir todo o sangue do meu cérebro para a minha perna. Assim eu iria parar de pensar.

Minhas reclamações foram resumidas numa conversa no msn com um amigo hoje às 22h:


thiago_nichols diz:
como foi o 1° dia de aula?
Vi diz:
ih, nem fala
parece que esse semestre vou ter que estudar
Vi diz:
ou pelo menos, vou ter muita coisa para fazer
thiago_nichols diz:
1°dia de aula já ta assim?
Vi diz:
pow, na primeira aula a professora diz que precisamos fazer uma pesquisa de campo com algum grupo da sociedade blé blé (aula de antropologia)
Vi diz:
na segunda, tenho prova, trabalho de um projeto audiovisual de 20 minutos compelto no final do semestre e um relatório para DEPOIS DE AMANHÃ
Vi diz:
na terceira aula, o programa de aula do cara inclui basicamente ensinar C, C++ e Pascal
sim, PROGRAMAÇÃO
e mais duas provas
Vi diz:
pow, eu estudei para passar em comunicação para não estudar nunca mais
to revoltada
thiago_nichols diz:
ahh larga mão de ser preguiçosa
Vi diz:
e tenho mais 3 matérias e 1 laboratório
vou ter que dormir menos ainda, fudeu

Todos devem estar sentindo algo assim como eu. Eu ainda tenho a esperança da Eco continuar sendo só aparentemente difícil.
Mas meu desespero é quase igual a de um calouro assistindo a aula de REF. =(

1 de março de 2008

Nem por você, nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos

Em The Sims, apenas os sims que têm vinte e poucos anos possuem coragem e mentalidade para correrem pelados pelo câmpus


A maioria das pessoas que lê esse blog não chegou nos vinte anos (conto os leitores que eu conheço). Quase nenhum chegou nos 20 e poucos. Esse ano eu cheguei à idade mínima para dizer que tenho 20 e poucos (21) e percebi que, realmente, esse momento é único e merece mesmo uma música (uma música melhor que uma feita pelo Fabio jr).


A primeira coisa que senti quando fiz vinte e poucos foi que eu devia ter realizado mais coisa na vida. A Hannah Montana é famosa aos 15 anos, a Hayden Panettiere é um sex symbol aos 18. Até os Hanson eram famosos cedo.
Se bem que eu nunca tive vontade de ser famosa como eles, mas quero escrever um livro, ficar rica, controlar toda a televisão mundial, ter uma cama de casal, morar um tempo em Paris, entre outras coisas (quero ser sex sybol como a Hayden, confesso), e não realizei nada disso até os 20.

Percebi que era a hora de me empenhar. Até os 20 estava preocupada demais em realizar coisas menores como passar no vestibular então não consegui me concentrar nos grandes feitos. Só se eles caíssem do céu,
Agora preciso me esforçar. Até fiz um fundo de garantia, investi em ações, tudo para ter o capital necessário para os grandes feitos.
Porque, pensa bem... a única coisa que impede um adolescente de fazer alguma coisa idiota como fugir para a Nova Zelândia por uma semana é porque ele não tem como ir, falta dinheiro, ele só tem o dinheiro do pai. Com 20 e poucos o jovem (deixou de ser adolescente né, no The Sims é chamado até de jovem adulto), já tem um trabalho que dá uma mixaria de salário mas que é suficiente para fugir para... a Argentina (que é mais baratinho).

Para fazer tudo isso também eu só precisei me livrar de qualquer encosto (isso equivale à terminar qualquer relacionamento amoroso em que o companheiro se assemelha a um sociopata ciumento) e arranjar uma companhia disposta e nem um pouco medrosa ( isso equivale à fazer a melhor amiga se livrar do encosto dela).

Por isso esse ano promete (ainda). 2010 também, em diante. Até eu chegar aos 25 (que é quando chego nos vinte e muitos anos) eu aproveito. Nessa idade as pessoas começar a se preocupar com contas, impostos e casamento. Só vou conseguir chegar à idade adulta sendo alguém mais ou menos feliz se tiver tido algumas histórias legais dos meus vinte e poucos para lembrar.

23 de fevereiro de 2008

A friend is someone who is there for you when he'd rather be anywhere else

A minha antipatia está me destruindo.
As 20h do sábado eu percebi que o grande motivo de eu estar em casa é eu ter sido, todo o tempo, uma antipática que não ligava para ninguém e que não se importava em ser socialmente agradável.
É quase um castigo. Tenho o celular na minha frente e ninguém para ligar. Porque eu sei que assim que ligar, vou levar um fora. Posso até imaginar o motivo de cada um: "Marquei de sair com umas pessoas", "Hoje vou sair com meu namorado", "Já fui convidado para dois aniversarios". E pior, ninnguém vai estar mentindo para me evitar.
Me sinto uma boba procurando ser infiltrada em algum evento.

Comecei a perceber que não participo de círculo social nenhum. Não tenho mais um grupo de amigos que posso confiar em marcar um programa comigo no final de semana. Se não ligo para chamar alguém para sair não é por vergonha, é porque sei que não sou prioridade para ninguém mesmo.

Eu não ligava tanto mas está piorando. Eu estou num estado que realmente choro ao perceber que não fui convidada para algum lugar porque me esqueceram. Não quero ser o centro das atenções mas ser esquecida é muito para mim. E isso está acontececendo o tempo todo. Eu fico sem ação e não sei como resolver, então choro na hora. No dia seguinte eu esqueço e volto para minha aparência de marrenta.

Acho que ninguém percebe que eu fico em casa porque não sou convidada para lugar algum. Também que eu estou me sentindo desprezada cada vez mais. Pararam de sentir minha falta. Ou nunca sentiram.

Eu sei que diversos amigos vão ler isso (melhor, alguns amigos) e cada um vai ter um motivo para explicar o porquê de não me chamar para um cinema, um bar, uma festa, etc. E todos os motivos serão válidos.
Eu sei que a culpa é mais minha que sempre esperei alguém ligar ao invés de eu ligar.
Mas eu precisava avisar que estou mal até porque, só depois de deixar bem claro que minha vida está uma merda que eu posso reclamar que ninguém quer me ajudar.

Parece, mas eu não quero que tenham pena de mim.

11 de fevereiro de 2008

Lance Inicial


My site is worth $59,060,528.
How much is yours worth?



E não aceito menos.


PS super importante e relevante:

MSN dia 11 de fevereiro às 00:45

Vivian diz:
http://www.websitevaluecalculator.com/
Vivian diz:
veja qunato vale seu blog
Pedro Gabriel diz:
quanto vale o seu?
Vivian diz:
mais que o seu
Vivian diz:
hauhauahuaa
Vivian diz:
mentira, o site mede o preço do blogspot todo
Vivian diz:
$59,060,528
Vivian diz:
59 milhões de doláres babe
Pedro Gabriel diz:
o meu deu $82.
Vivian diz:
92 dólares?
Pedro Gabriel diz:
82 dólares.
Pedro Gabriel diz:
realmente o meu vale menos que o seu.
Vivian diz:
HAUAHUAHAUHAUHAA

7 de fevereiro de 2008

Foi Carnaval

"Pode me faltar o amor
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A garrafa da cachaça"
Me identifiquei com essa

Meu Carnaval inaugurará o ano 2008 no meu blog (porque agora sim vou me preocupar em atualizar).
Eu aproveitei apenas domingo e terça (segunda eu estava mau-humorada) indo para alguns blocos no Rio, no mínimo dois por dia. Nunca tinha ido a blocos, no máximo os olhava de longe e com certo desprezo. Esse ano fui desvendá-los com um amiga, e eventualmente Pedro Gabriel.
Não fui por curiosidade, era falta de opção mesmo. Não queria ficar em casa pensando no porquê do tempo não passar. Eu podia ir no cinema, ler livros... mas faço isso muitas vezes durante o ano, queria algo legal para contar depois.

Enfim, os blocos, apesar de bizarros, ocuparam mesmo meu tempo e meus pensamentos. Eles sao menos repulsivos que eu imaginava. Não parecem uma micareta, me fizeram rir da desgraça alheia e pessoas legais o freqüentam (não sei porquê, elas são legais, não precisam disso). O que me irrita mesmo é a sujeira e o cheiro de mijo ao longo de todo o bloco. Mas acho que isso é inevitável em um evento no meio da rua no Brasil.
Dificilmente irei para os blocos de rua ano que vem. Prefiro diferenciar. Estou planejando ano que vem fugir para um país que ninguém saiba o que é Carnaval, ou arranjar um namorado disposto a aproveitar o Carnaval com um maratona de sexo e filmes.

Esse ano não foi ruim, até superou minhas expectativas que eram: ficar depressiva, ver filmes ruins, ficar sozinha no msn e comer demais. Agradeço publicamente Pedro Gabriel por ter me mantido entretida e sacrificar todas os possíveis amores de Carnaval que ele poderia ter só para ficar do meu lado.

Tudo recomecerá: estágio, curso, academia e alguma responsabilidade. E o blog também.

20 de janeiro de 2008

Na internet a verdade é uma massinha de modelar, completamente manipulável.

15 de janeiro de 2008

Resista à tudo, menos à tentação



Eu só conseguir gostar de um único filme romântico até hoje. "Amor à flor da pele" é um filme honconguês (de Hong Kong seria mais sonoro) de 2000 que conta a história romântica mais tensa que já vi. Um casal se muda para apartamentos um na frente do outro no mesmo dia. Os dois são casados mas estão sozinhos pois seu cônjugues viajam demais a trabalho. Eles se vêem todo dia sem querer e nunca se falam. Depois de um tempo eles começam a forçar a coincidência e procurando um encontrar com o outro "sem querer", mas no máximo se cumprimentam gentilmente. É perverso você ver um casal com tanta tensão sexual, com tanto vontade de se conhecerem, nem se encostarem, mesmo sendo algo mútuo, mesmo os dois sendo solitários. Eles depois possuem tantas coisas em comum que tudo os une e eles acabam amigos. Amigos que ainda têm uma tensão estúpida e um amor óbvio um pelo outro. Eles se tratam de um modo especial, ela faz o xarope de gergelim que ela soube que ele estava com vontade, ele janta com ela, mas eles ainda se enganam dizendo que foi só coincidência. Tantas coisas acontecem para isso tudo que disse mudar porém eu não vou contar o filme. Não vale a pena. Enfim, é um romance tão real e não ocorre nenhum beijo no filme inteiro (para eu não mentira, numa cena cortada tem umas insinuações mas não mostra nada). Não faço propaganda de um filme a toa. Quis falar dele agora porque ganhei o dvd dele de presente e o revi, além dele sempre me deixar desnorteada. Talvez tenha medo de fazer um grande amor da minha vida se tornar um segredo, ou algo que me reprime, resistir demais a uma tentação. Oscar Wilde avisou: "Resista à tudo, menos à tentação."

O filme ainda tem um ambiente maravilhoso, se passa em Hong Kong dos anos 60. Ela usa aqueles vestidos chineses super apertados que deixam a mulher pescoçuda, um charme só. E a trilha sonora é de violinos e uma música em espanhol, a língua que deixa qualquer frase parecendo uma cantada.

11 de janeiro de 2008

A vida é um chiclete que vai perdendo o açúcar

Muito verdade.

5 de janeiro de 2008

Sei lá, a vida tem sempre a razão

Tem dias que eu fico pensando na vida e sinceramente não vejo saída. Em 2007 o balanço foi positivo mas convenhamos, pouco aconteceu de extraordinário.

Mas esse ano será O ano (plagiando Pedro). Ele ainda mal começou mas muita coisa mudou e a tendência é mudar ainda mais. Além de eu ter resolvido ficar solteira por tempo indeterminado e estar criando um gato no lugar de um cachorro, eu ainda tenho no meio de ano viagem marcada para a cidade que supostamente quero morar algum tempo e voltarei para a faculdade fazendo alguma habilitação, a escolha final do que pretendo fazer da vida.
E 2008 será agitado, com certeza. Não fiz uma lista de resoluções mas tenho planos, muitas tentativas foram pensadas e será bem arriscado tentar tanto para uma garota que estará com 21 anos, já tão perto de ser uma adulta completa.

Promete. Mas sei lá, a vida é uma grande ilusão. Só sei que ela está com a razão.

Referências da música "Sei lá... a vida tem sempre razão"

E postar nas férias é como um monólogo.