23 de junho de 2008

To define is to limit, OR NOT.

Percebi numa pequena conversa hoje que Pedro Gabriel é como Oscar Wilde (mal comparando). Pois ambos são autores de frases que podem ser interpretadas de modos filosóficos que nada têm a ver com o que eles falaram. Dever ser chato não entenderem o que você realmente queria dizer.

Quando Oscar Wilde escreveu no seu famoso Retrato de Dorian Gray: “Genius lasts longer than beauty”, diversos pseudo intelectuais encontravam definições obscuras para essa frase, incluindo eu. Tudo bem que, se Oscar Wilde disser “Quero fazer cocô”, muitos irão encontrar um significado sutil nessa sentença.

Pedro é a mesma coisa (mais ou menos para os fãs do escritor irlandês). Ele diz muitas frases (ou pensamentos gerais) que eu interpreto muito mais profundamente do que devia. Hoje ele disse que eu e Fabiane fomos responsáveis para sua mudança no modo de ver as garotas. Eu sei que ele falou isso por falar, com sono e no meio de um engarrafamento na Perimetral, mas eu fiquei pensando melhor sobre isso na minha viagem parte 2, rumo à zona norte de Niterói.

Mas o fato não é o que pensei sobre a frase de Pedro (é assunto que se assemelha muito com coisas que ando falando e não quero escrever nada com mais de 1000 palavras atualmente no blog), mas eu pensar nas frases de Pedro e interpretá-las como eu achar melhor. Acho que isso se transforma num problema (para ele). Na verdade, o fato é que devo fazer isso com todo mundo que fala pensamentos sem muita explicação. Pedro Gabriel e Oscar Wilde são os que mais habitualmente fazem algo assim, por isso a lembrança deles nesse post. Espero que eles encarem isso como homenagem (principalmente Pedro, que ainda está vivo para ler isso).

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Acho que todos perceberam certo mau humor repentino meu. Perceberam certo.

São eventos que só são possíveis por causa do milagre do final de período. É Vivian dando patada de graça, 30 pessoas da ECO online num domingo às 1h30 da madrugada (no dia seguinte dois trabalhos teriam que ser entregues, que coincidência), ... Nada disso aconteceria se não fosse final de período. Ainda mais um tão conturbado quanto esse.

O próximo post alías já está metade escrito e se chama “Estrague sua carreira: 10 modos fáceis de diminuir seu CR em menos de 6 meses”. O assunto dele é bem óbvio para quem, como eu, aturou um 3° período na ECO.

Enfim, eu me desculpo pelas patadas. Se é que ainda dá tempo de justificar meus atos psicóticos.

22 de junho de 2008

Claquete

Quando meu pai veio buscar a filmadora hoje eu pensei. Enquanto eu poderia fazer curtas, vídeos experimentais e sei a utilidade de um tripé, ele filma meu irmão cagando.
Ele é videocassetadas enquanto eu sou Cannes.

13 de junho de 2008

Selinho

Você nunca verá algo mais bizarro que isso. Sério.

23 de maio de 2008

Fotos e Festas

Umas das vantagens de cursar Comunicação Social é que, para tirar boas notas e ser bom aluno, não estudamos no modo tradicional (na escrivaninha de casa com alguns livros, números e letras). Precisamos acordar mais cedo, ir até uma feira de exótica e nos divertir em um pequeno grupo. Não sei como alguém consegue reclamar da faculdade.

A manhã foi mais interessante que o imaginado. Parecíamos gringos (destaque para Pedro Gabriel que estava fantasiado de estrangeiro) onde todo mundo come farinha e sabe mais de dois passos de forró.

A experiência foi curiosa e só deu vontade de fazer isso de novo, provavelmente num local à nossa escolha. É extremamente divertido sair e tirar foto de tudo, eu até irei fingir que estou fazendo um trabalho da faculdade.

A desanimação das pessoas da faculdade é contagiante. Sempre.

Marcar um encontro entre as pessoas da ECO fora do horário de aula é impossível (no horário de aula também). Por isso sustento a minha teoria (mais uma) que todas as pessoas do curso possuem vida dupla. Vou explicar a hipótese que elaborei melhor.

De segunda a quinta (já que não há aula nas sextas), os alunos de comunicação são amigos, passeiam juntos, conversam e às vezes se enganam que vão se ver no final de semana.

Mas, quando chega sexta, eles somem. Mal se falam pelo MSN até. Saem com os antigos amigos, mudam de roupa, de personalidade, de apelido e de preferências. A distância do ambiente da ECO os fazem retornar ao estado inicial e verdadeiro.

Pesando melhor sobre isso, imagino nosso futuro (estou me incluindo como um dos ecoínos bipolares). Depois da formatura, não haverá mais encontros. Quando formos combinar uma festa de cinco ou dez anos de formatura ela não vai dar certo também. Acho que isso não é tão impossível de acontecer.

Nova série do J. J. Abrams, nova Beverly Hills 90210 (o trailer é MUITO parecido com The OC., não é algo novo né), Desperate Housewives no futuro...

Espero que essas novidades me façam recuperar a minha vontade de ver séries de novo e parar de ver tantos reality shows.

Fiz uma pequena promessa pessoal: assim que ver Indiana Jones, vou escrever nesse blog minhas reviews de filmes. É um modo eficiente de mantê-lo ativo.

10 de maio de 2008

Meus 8 anos

Minha vida não era legal quando eu era criança. Não mesmo. Eu tinha poucos amigos, pouca inteligência e acho que nenhuma beleza. Estudava num colégio com crianças muito mais ricas que eu, com muito mais possibilidades que eu. Elas tinham ido para a Disney, e eu não.

As outras crianças também tinham pais mais legais que os meus. O meu pai era ausente (não por falta de interesse dele, era ausência física mesmo) e minha mãe trabalhava horas demais. Ela me enganava que via todos os eventos do colégio mas ela só conseguia chegar no final deles, para me buscar. Algumas vezes, a minha babá ia no lugar dela. Eu também era relativamente gorda e tinha um cabelo caótico. Acho que antes dos ano 2000 não existiam cosméticos para cabelos cacheados. Eu não me lembro deles.
Quando fui num passeio do colégio para o Paiol Grande (capaz de alguns conhecerem o local) me arrependi logo no primeiro dia. Lá era frio e meus casacos eram todos feios e infantis. E toda garota tinha um admirador, um garoto que tava afim dela, mas eu não. No final, eu até aguentei bem e fingi para toda minha família que foi muito legal.

Mas parece que isso tudo mudou, de uma hora para outra. E eu nem lembro quando. Parei de me preocupar com muitas coisas que me preocupava. Deixei de ser tímida. Emagreci. As festas para os pais acabaram. Alisei o cabelo. Eu criei possibilidades para minha vida. E eu sinto que meus sonhos são cada vez mais reais. Estão cada vez mais próximos os sonhos daquela garota de 12 anos.

Minha infância com certeza não foi querida. O melhor está sendo agora.

27 de abril de 2008

Momentos

A brincadeira mais legal do mundo deve ser Mímica de Filmes. Eu joguei isso com umas 10 pessoas por 4h seguidas. Detalhe que apenas o filme Minority Report não foi descoberto. Até "Didi e a Princesa Lili" e "Tudo que você queria saber sobre sexo mas tinha vergonha de perguntar" tiveram quem acertasse.

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Futebol é algo bem estranho. Eu consigo ficar 45 minutos desligada olhando para todo mundo correr atrás da bola. Concentrada ao ponto de interagir com a TV, xingar o jogador, falar com o técnico.... Ver jogo do meu lado deve ser relativamente chato.

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Ouçam a rádio de Pedro Gabriel no Last FM. É legal saber que ele tem músicas francesas estranhas e todas as músicas depressivas já feitas. Adoro ficar ouvindo, está no meu top.

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MFUB no feriado dessa semana seria uma boa ein?

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Eu não senti o terremoto. Sem graça isso. Se eu sentisse, saberia o que fazer. Hollywood me ensinou como me comportar no caso do qualquer desastre natural. Inclusive o fim do mundo.

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Definitivamente, eu vou morar num país por um mês sem saber a língua. Estou percebendo isso agora que está próximo da viagem. Estou BEM ferrada. Precisarei ter muita sorte para dar certo isso.

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Coisas boas acontecem com pessoas boas. Prova de SI e reação de Audiovisual adiadas.

16 de abril de 2008

Impessoalmente

Ela tinha uma mania: mentia muito para ele. Mas não mentia para enganá-lo, para esconder alguma coisa... só mentia porque gostava dele.

E mentia o tempo todo. Dizia que precisava passar por aquele corredor onde ficava a sala dele, mas não precisava. Falava que a aula foi desmarcada, mas não foi. Pedia uma carona, mesmo quando não precisava dela. Inventava festas no final de semana. Ligava fingindo que tinha um assunto importante.

Ela forjou diversos encontros, ela tinha a possibilidade de vê-lo todo dia então inventava os motivos para isso acontecer. Ela só queria vê-lo, e que ele a visse.

Em alguns meses, ela percebeu que seus planos começaram a dar errado. Ele não estava no corredor que ficava todo dia, nem almoçava no mesmo lugar, não atendia o celular. Ela logo percebeu que ela não tinha domínio nenhum da rotina dele, ela não sabia tudo que ele fazia, não sabia nada sobre ele.

Ela tinha que contar com a sorte ou com o destino para encontrá-lo. Não adiantava mais forçar coincidências.

Mas ela pensou um pouco melhor e viu que a solução não era mais forjar os encontros, ela precisava marcá-los. Qual poderia ser o problema de chamá-lo para sair? Muito melhor que adivinhar onde ele poderia estar. É tão óbvio que desse modo seria mais fácil que ela não sabia o porquê de não ter feito isso desde o começo.

Ela lembrou o motivo na hora de tentar chamá-lo para a acompanhar ao cinema. Nunca existiu nela coragem para fazer isso. A mentira é amis cômoda, tem a vantagem de esconder que ela gosta dele, e ela prefere assim. E continua sendo a mesma mentira. Ela até mente que não gosta tanto dele.

11 de abril de 2008

Baseado num sonho

Numa dessas noites eu consegui lembrar o que sonhei (o que raramente acontece). Era mais ou menos assim: Estava com um amigo saindo de uma casa e ele pegou um caminho estranho com o carro. Achei esquisito, reclamei e ele falou que ele precisava fazer uma coisa antes. Ele parou numa casa, ligou pelo celular e veio na janela uma mulher com um saco de uvas (um saco estilo os de hortifruti). Perguntei o que era aqui e ele disse "Uvas servindo de esconderijo para erva".
Depois disso eu não lembro o que aconteceu e não importa para esse post.

No dia seguinte fui falar com o meu amigo do sonho, como ele foi louco e tal. Aí ele meio que teve uma reação inesperada. Enfim, deixou meio no ar se usava maconha ou não.

Eu normalmente não ligo para essas coisas mas se ele utilizar de maneira regular maconha, eu não vou conseguir mesmo achar ele tão legal. Experimentar uma vez eu acho que ligo menos, as pessoas tendem a querer provar coisas idiotas. Eu provei polvo cru e sabia que era obviamente ruim, mas provei mesmo assim. Tem gente que deve fazer exatamente isso com drogas ou cigarro.

Agora, a pessoa provar e continuar usando ou é porque tem mente fraca e não sabia disso (quem é mente fraca, ou se vicia em qualquer coisa como eu, sabe que NÃO pode experimentar) ou porque é burro.
Não sei o que uma pessoa pensa quando ela experiementa, sabe como é e, mesmo a maconha sendo algo que derrete neurônios, continua usando. Acho que seus neurônios não existiam mesmo. E já ouvi pessoas dizendo que isos não tem comprovação científica e tal... peraí, alguém que é obviamente drogado parece uma pessoa drogada porque dá para ver que faltam neurônios nela! Ela é mongol. Isso é uma comprovação.

Eu estou revoltada e se esse meu amigo realmente for um maconheiro de final de semana com os amiguinhos playsson, eu pretendo seriamente usar uma técnica bopeana de tortura. Talvez ainda tenha sobrado neurônios nele.

7 de abril de 2008

O MSN é meu divã

Eu passei 30 mintos tentando entender a letra de uma música (Death Cabie for Cutie - Your heart is an empty room) porque horas atrás Pedro falou que me associava à essa tal música.
Realmente imaginei que Pedro me entendesse, me entedesse melhor do que eu mesma. Por isso ele tinha visto numa letra realmente obscura uma explicação para toda a minha personalidade pertubada. Isso me deixou intrigada e passei os tal 30 minutos pensando e me convencendo que eu tinha explicação.

Vivian diz:

eu tava fazendo uma interpretação pq vc acha your heart is an empty room a ver comigo
Pedro Gabriel diz:
chegou a uma conclusão?
Vivian diz:
primeiro achei que era pq vc teve uma associação aleatória
Vivian diz:
depois que vc a escolheu apenas por ela ser obscura
Vivian diz:
depois acho que vc lembra de mim na frase que ele diz "But you shed not a single tear for the things that you didn't need
Cause you knew you were finally free "
Vivian diz:
é algo que tem um pouco a ver comigo
Vivian diz:
agora acho de novo que foi uma escolha aleatória huahauau
Vivian diz:
ou o titulo da musica vc acha que tem a ver comigo, então a escolheu pelo titulo mesmo
Pedro Gabriel diz:
foi mais porque você me passou o clipe.
Vivian diz:
não foi

Foi broxante. Ele me associava à música porque tinha passado o clipe para ele. O que nem aconteceu. Ainda estou procurando a música que me explique (excluindo Oops, I did it again, como já disseram).

A letra da tal música obscura pode ser encontrada AQUI.