7 de fevereiro de 2008

Foi Carnaval

"Pode me faltar o amor
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A garrafa da cachaça"
Me identifiquei com essa

Meu Carnaval inaugurará o ano 2008 no meu blog (porque agora sim vou me preocupar em atualizar).
Eu aproveitei apenas domingo e terça (segunda eu estava mau-humorada) indo para alguns blocos no Rio, no mínimo dois por dia. Nunca tinha ido a blocos, no máximo os olhava de longe e com certo desprezo. Esse ano fui desvendá-los com um amiga, e eventualmente Pedro Gabriel.
Não fui por curiosidade, era falta de opção mesmo. Não queria ficar em casa pensando no porquê do tempo não passar. Eu podia ir no cinema, ler livros... mas faço isso muitas vezes durante o ano, queria algo legal para contar depois.

Enfim, os blocos, apesar de bizarros, ocuparam mesmo meu tempo e meus pensamentos. Eles sao menos repulsivos que eu imaginava. Não parecem uma micareta, me fizeram rir da desgraça alheia e pessoas legais o freqüentam (não sei porquê, elas são legais, não precisam disso). O que me irrita mesmo é a sujeira e o cheiro de mijo ao longo de todo o bloco. Mas acho que isso é inevitável em um evento no meio da rua no Brasil.
Dificilmente irei para os blocos de rua ano que vem. Prefiro diferenciar. Estou planejando ano que vem fugir para um país que ninguém saiba o que é Carnaval, ou arranjar um namorado disposto a aproveitar o Carnaval com um maratona de sexo e filmes.

Esse ano não foi ruim, até superou minhas expectativas que eram: ficar depressiva, ver filmes ruins, ficar sozinha no msn e comer demais. Agradeço publicamente Pedro Gabriel por ter me mantido entretida e sacrificar todas os possíveis amores de Carnaval que ele poderia ter só para ficar do meu lado.

Tudo recomecerá: estágio, curso, academia e alguma responsabilidade. E o blog também.

20 de janeiro de 2008

Na internet a verdade é uma massinha de modelar, completamente manipulável.

15 de janeiro de 2008

Resista à tudo, menos à tentação



Eu só conseguir gostar de um único filme romântico até hoje. "Amor à flor da pele" é um filme honconguês (de Hong Kong seria mais sonoro) de 2000 que conta a história romântica mais tensa que já vi. Um casal se muda para apartamentos um na frente do outro no mesmo dia. Os dois são casados mas estão sozinhos pois seu cônjugues viajam demais a trabalho. Eles se vêem todo dia sem querer e nunca se falam. Depois de um tempo eles começam a forçar a coincidência e procurando um encontrar com o outro "sem querer", mas no máximo se cumprimentam gentilmente. É perverso você ver um casal com tanta tensão sexual, com tanto vontade de se conhecerem, nem se encostarem, mesmo sendo algo mútuo, mesmo os dois sendo solitários. Eles depois possuem tantas coisas em comum que tudo os une e eles acabam amigos. Amigos que ainda têm uma tensão estúpida e um amor óbvio um pelo outro. Eles se tratam de um modo especial, ela faz o xarope de gergelim que ela soube que ele estava com vontade, ele janta com ela, mas eles ainda se enganam dizendo que foi só coincidência. Tantas coisas acontecem para isso tudo que disse mudar porém eu não vou contar o filme. Não vale a pena. Enfim, é um romance tão real e não ocorre nenhum beijo no filme inteiro (para eu não mentira, numa cena cortada tem umas insinuações mas não mostra nada). Não faço propaganda de um filme a toa. Quis falar dele agora porque ganhei o dvd dele de presente e o revi, além dele sempre me deixar desnorteada. Talvez tenha medo de fazer um grande amor da minha vida se tornar um segredo, ou algo que me reprime, resistir demais a uma tentação. Oscar Wilde avisou: "Resista à tudo, menos à tentação."

O filme ainda tem um ambiente maravilhoso, se passa em Hong Kong dos anos 60. Ela usa aqueles vestidos chineses super apertados que deixam a mulher pescoçuda, um charme só. E a trilha sonora é de violinos e uma música em espanhol, a língua que deixa qualquer frase parecendo uma cantada.

11 de janeiro de 2008

A vida é um chiclete que vai perdendo o açúcar

Muito verdade.

5 de janeiro de 2008

Sei lá, a vida tem sempre a razão

Tem dias que eu fico pensando na vida e sinceramente não vejo saída. Em 2007 o balanço foi positivo mas convenhamos, pouco aconteceu de extraordinário.

Mas esse ano será O ano (plagiando Pedro). Ele ainda mal começou mas muita coisa mudou e a tendência é mudar ainda mais. Além de eu ter resolvido ficar solteira por tempo indeterminado e estar criando um gato no lugar de um cachorro, eu ainda tenho no meio de ano viagem marcada para a cidade que supostamente quero morar algum tempo e voltarei para a faculdade fazendo alguma habilitação, a escolha final do que pretendo fazer da vida.
E 2008 será agitado, com certeza. Não fiz uma lista de resoluções mas tenho planos, muitas tentativas foram pensadas e será bem arriscado tentar tanto para uma garota que estará com 21 anos, já tão perto de ser uma adulta completa.

Promete. Mas sei lá, a vida é uma grande ilusão. Só sei que ela está com a razão.

Referências da música "Sei lá... a vida tem sempre razão"

E postar nas férias é como um monólogo.

26 de dezembro de 2007

Ser solteiro só é ruim para quem é feio

Contextualizando: eu decidi ser solteira semana passada. Não foi uma decisão do meu ex namorado, foi minha mesmo. Eu percebi que preferia estar solteira.
E preferi mesmo. Eu não estava segurando mais o namoro, não estava me empenhando, não conseguia melhorar.

O importante para nesse post é explicar o porquê de Fernanda Prates ser uma filósofa ao falar que só é ruim ser solteiro para quem é feio. Estou solteira faz uma semana, eu imendei namoros desde que tinha 15 anos e tinha esquecido as vantagens da falta de compromisso ou nunca as tive mesmo. Já tive três claros exemplos.

Fui numa boate sozinha (com uma amiga na verddade) na sexta. Me arrumei toda e não para agradar um certo garoto, seguindo o gosto dele. Eu segui o meu gosto. Usei a roupa que eu acho legal e usei o cabelo como queria naquele dia (pintei de mais vermelho ainda) só para me agradar. E o que gosto agrada muita gente parece, porque recebi uma quantidade considerável de cantadas.

Depois viajei e, ao contrário da minha irmã que mantém um namoro de anos, não precisava ligar para ninguém para dizer que cheguei bem, para desejar feliz natal. Não tive trabalho de subir numa árvore para pegar algum sinal do celular em Friburgo só para mandar uma mensagem de texto. Me senti livre.

Durante a viagem também resolvi comprar lingerie e, de novo, comprei as calcinhas, sutiães e corpetes como eu queria porque não me preocupei se iria mostrá-los para alguém. Por mim usava eles em casa só para passar em frente ao espelho e me ver super bonita, não iquera impressionar ninguém com meu corpete. Não precisei levar uma calcinha da cor que ele gosta, levei uma de onça que ele achava que era de puta. Tanto faz, vou usar calcinha de puta mas ninguém vai ter má impressão de mim porque eu que vou ver e mais ninguém! hauhauhaua

Com o tempo vou ver outras vantagens. E nem precisei ir numa micareta e pegar vários para descobrir isso.
Eu provavelmente não estava nem um pouco preparada para namorar, por mais legal e maravilhoso que fosse meu ex namorado, eu não ia dar certo com ninguém (exceto Gael Garcia Bernal e Adrian Grenier
). Recomendo a solterice para quem está muito tempo comprometido e para quem é bonito, é bom pelo menos por uma semana.

18 de dezembro de 2007

Itacoatiara


Grande parte das minhas férias até agora eu passei na praia, em especial em Itacoatiara. Mas hoje, na praia, vi que freqüentar aquele lugar é quase uma ação sadomasoquista.

Dá para listar alguns dos motivos.

- É quente. Não tão quente quanto a Uruguaiana, mas é bem quente. E fugir do calor é quase impossível. O sol reflete na areia, a barraca é mínima, o vento nunca é muito grande, não tem sombra de vegetação alguma. Eu nem gosto de calor assim (motivo de eu arrnajar meios todo dia para morar no Canadá ou outros semelhantes).
- A água é salgada. Não é tão gostosa quanto a da piscina, ou a do meu chuveiro que até posso botar na temperatura que eu quiser. É estranha, deixa o sal na sua pele quando seca e, por mais limpas que estejam as praias oceânicas de Niterói, não dá para fugir completamente de algo industrializado boiando.
- A areia. Ela gruda, entra no bikini, na comida, na bolsa, no protetor solar. Mas também, a praia não podia ser de cimento né.
- O traje. Roupas de praia não são tão legais. No caso do homem, ou é uma bermuda que deixa a coxa branca ou uma sunga que não fica bem em ninguém que não esteja fazendo um calendário com bombeiros seminus(ainda mais se for branca). No caso feminino, é um bikini em cores exóticas que sempre (SEMPRE) deixa algo desconfortável. Nunca vi um bikini que não estivesse pequeno em algum lugar, ou caisse numa onda mais forte... ele é criado para ser desconfortável, é anatonicamente impossível ele caber perfeitamente.
- As pessoas. Depois da academia, os burros da cidade vão se exibir na praia. E como eles são burros, gastam muito tempo esculpindo seus corpos, inferiorizando os mais inteligentes que não se preocuparam com a aparência.
- As poucas opções. O que diabos se faz na praia? Ou fica na água onde pode-se brincar de tubarão ou de dar pegar jacaré ou fica na areia se bronzeando ou jogando algo como fescobol ou altinho. Não tem nada além disso para fazer na praia. Até pegar alguém é dificil. Você sempre está vulnerável mostrando toda a verdade do seu corpo e sem maquiagem e ainda é quente demais para agarrar um corpo suado.

Enfim, a praia não é legal. Mas eu continuo indo. Nem sei bem porque, talvez seja pelas pessoas, por todas as coisas legais que aconteceram quando eu estava na praia, ou pelo único mate que bebo no mundo. Mas sempre vou, e acho aquela praia linda, mesmo tendo areia.

10 de dezembro de 2007

Fun in the backseat

Troquei o nome do blog. É uma homenagem para o lugar que mais me inspira postagens, que no geral, mais inspira meu dia.
Não só a viagem monótona e longa com direito a uma passagem pelos luagres mais bonitos do Rio de Janeiro faz minha imaginação funcionar, as pessoas que me acompanham me dão espaço para criar e falar o que quero (apenas Pedro não espaço para dizer muito, mas é porque ele não é safo o suficiente ainda).

Provavelmente até março não farei mais o intinerário Urca - Niterói porém, se eu ainda encontrar os meus acopanhantes, ainda terei sobre o que falar.

PS: Esse mapinha é provavelmente o caminho do 740 mesmo. Eu não sei o nome das ruas que ele passa para saber se está perfeito, mas pelo menos está bem parecido.

7 de dezembro de 2007

One forum to rule them all

Assim que eu entrei de férias (da faculdade óbvio, porque se vocês olharem a hora dessa postagem perceberão que ainda tenho que estagiar) eu voltei para o fórum Valinor. O que é fórum Valinor? O que férias tem a ver com ele? Explicarei tudo.

Fórum Valinor é o fórum do site Valinor, um site que fala de Senhor dos Anéis, algo previsto para quem lembra que Valinor é a terra dos Valar . Mas participar desse fórum é algo muito além de discutir se balrogs possuem asas ou conhecer pessoas que também leram os apêndices de Senhor dos Anéis. Na verdade, desde que participo da Valinor em 2002, eu só postei na parte sobre Senhor dos Anéis para falar sobre o Orlando Bloom (e postei uma foto dele de cueca que me fez quase ser expulsa por nerds supostamente evangélicos).

Eu participo mesmo é da parte que fala sobre qualquer outra coisa. E acho ótimo porque os nerds além de saberem quenya, vêem Gossip Girl, lêem Slashdot, gostam de filmes do Tarantino e do Tim Burton e sabem todos os segredos de Mario 64. Eles são as pessoas que preciso na hora de discutir, eles têm um QI razoável e têm gostos semelhantes aos meus. Eles realmente entendem que há importância no lançamento do trailer do filme do Speed Racer.

Eu encontra pessoas parecidas com isso na faculdade, porém como estou de férias já estava prevendo que iria ficar deprimida sem ter com quem comentar as futilidades do mundo do entretenimento ou pedir ajuda para consertar um bug do jogo. Precisava dos nerds de volta para satisfazer o meu lado nerd.

A única coisa que me mata é a parte de música deles. Eu não entendo porque eles não conseguem ouvir algoq ue não seja o nerd metal básico: Blind Guardian, Hammestein, bandas nórdicas, bandas com mulher gostosa esquisitona branquela cantora de ópera, banda que não tem mulher mas todos têm cabelo abaixo da cintura ou banda que faz letras sobre o anel do Frodo. Questionável esse gosto.

De resto adoro. Já até fiquei famosa lá porque posto pra caramba mas nunca conheci ninguém. Óbvio isso, não tenho nem um pingo de coragem de ir no encontro nerd e ser atacada. Se você ficou interessado em adotar um nerd ou precisa de um técnico para seu computador: http://forum.valinor.com.br