27 de abril de 2008

Momentos

A brincadeira mais legal do mundo deve ser Mímica de Filmes. Eu joguei isso com umas 10 pessoas por 4h seguidas. Detalhe que apenas o filme Minority Report não foi descoberto. Até "Didi e a Princesa Lili" e "Tudo que você queria saber sobre sexo mas tinha vergonha de perguntar" tiveram quem acertasse.

**************************

Futebol é algo bem estranho. Eu consigo ficar 45 minutos desligada olhando para todo mundo correr atrás da bola. Concentrada ao ponto de interagir com a TV, xingar o jogador, falar com o técnico.... Ver jogo do meu lado deve ser relativamente chato.

**************************

Ouçam a rádio de Pedro Gabriel no Last FM. É legal saber que ele tem músicas francesas estranhas e todas as músicas depressivas já feitas. Adoro ficar ouvindo, está no meu top.

**************************

MFUB no feriado dessa semana seria uma boa ein?

**************************

Eu não senti o terremoto. Sem graça isso. Se eu sentisse, saberia o que fazer. Hollywood me ensinou como me comportar no caso do qualquer desastre natural. Inclusive o fim do mundo.

**************************

Definitivamente, eu vou morar num país por um mês sem saber a língua. Estou percebendo isso agora que está próximo da viagem. Estou BEM ferrada. Precisarei ter muita sorte para dar certo isso.

**************************

Coisas boas acontecem com pessoas boas. Prova de SI e reação de Audiovisual adiadas.

16 de abril de 2008

Impessoalmente

Ela tinha uma mania: mentia muito para ele. Mas não mentia para enganá-lo, para esconder alguma coisa... só mentia porque gostava dele.

E mentia o tempo todo. Dizia que precisava passar por aquele corredor onde ficava a sala dele, mas não precisava. Falava que a aula foi desmarcada, mas não foi. Pedia uma carona, mesmo quando não precisava dela. Inventava festas no final de semana. Ligava fingindo que tinha um assunto importante.

Ela forjou diversos encontros, ela tinha a possibilidade de vê-lo todo dia então inventava os motivos para isso acontecer. Ela só queria vê-lo, e que ele a visse.

Em alguns meses, ela percebeu que seus planos começaram a dar errado. Ele não estava no corredor que ficava todo dia, nem almoçava no mesmo lugar, não atendia o celular. Ela logo percebeu que ela não tinha domínio nenhum da rotina dele, ela não sabia tudo que ele fazia, não sabia nada sobre ele.

Ela tinha que contar com a sorte ou com o destino para encontrá-lo. Não adiantava mais forçar coincidências.

Mas ela pensou um pouco melhor e viu que a solução não era mais forjar os encontros, ela precisava marcá-los. Qual poderia ser o problema de chamá-lo para sair? Muito melhor que adivinhar onde ele poderia estar. É tão óbvio que desse modo seria mais fácil que ela não sabia o porquê de não ter feito isso desde o começo.

Ela lembrou o motivo na hora de tentar chamá-lo para a acompanhar ao cinema. Nunca existiu nela coragem para fazer isso. A mentira é amis cômoda, tem a vantagem de esconder que ela gosta dele, e ela prefere assim. E continua sendo a mesma mentira. Ela até mente que não gosta tanto dele.

11 de abril de 2008

Baseado num sonho

Numa dessas noites eu consegui lembrar o que sonhei (o que raramente acontece). Era mais ou menos assim: Estava com um amigo saindo de uma casa e ele pegou um caminho estranho com o carro. Achei esquisito, reclamei e ele falou que ele precisava fazer uma coisa antes. Ele parou numa casa, ligou pelo celular e veio na janela uma mulher com um saco de uvas (um saco estilo os de hortifruti). Perguntei o que era aqui e ele disse "Uvas servindo de esconderijo para erva".
Depois disso eu não lembro o que aconteceu e não importa para esse post.

No dia seguinte fui falar com o meu amigo do sonho, como ele foi louco e tal. Aí ele meio que teve uma reação inesperada. Enfim, deixou meio no ar se usava maconha ou não.

Eu normalmente não ligo para essas coisas mas se ele utilizar de maneira regular maconha, eu não vou conseguir mesmo achar ele tão legal. Experimentar uma vez eu acho que ligo menos, as pessoas tendem a querer provar coisas idiotas. Eu provei polvo cru e sabia que era obviamente ruim, mas provei mesmo assim. Tem gente que deve fazer exatamente isso com drogas ou cigarro.

Agora, a pessoa provar e continuar usando ou é porque tem mente fraca e não sabia disso (quem é mente fraca, ou se vicia em qualquer coisa como eu, sabe que NÃO pode experimentar) ou porque é burro.
Não sei o que uma pessoa pensa quando ela experiementa, sabe como é e, mesmo a maconha sendo algo que derrete neurônios, continua usando. Acho que seus neurônios não existiam mesmo. E já ouvi pessoas dizendo que isos não tem comprovação científica e tal... peraí, alguém que é obviamente drogado parece uma pessoa drogada porque dá para ver que faltam neurônios nela! Ela é mongol. Isso é uma comprovação.

Eu estou revoltada e se esse meu amigo realmente for um maconheiro de final de semana com os amiguinhos playsson, eu pretendo seriamente usar uma técnica bopeana de tortura. Talvez ainda tenha sobrado neurônios nele.

7 de abril de 2008

O MSN é meu divã

Eu passei 30 mintos tentando entender a letra de uma música (Death Cabie for Cutie - Your heart is an empty room) porque horas atrás Pedro falou que me associava à essa tal música.
Realmente imaginei que Pedro me entendesse, me entedesse melhor do que eu mesma. Por isso ele tinha visto numa letra realmente obscura uma explicação para toda a minha personalidade pertubada. Isso me deixou intrigada e passei os tal 30 minutos pensando e me convencendo que eu tinha explicação.

Vivian diz:

eu tava fazendo uma interpretação pq vc acha your heart is an empty room a ver comigo
Pedro Gabriel diz:
chegou a uma conclusão?
Vivian diz:
primeiro achei que era pq vc teve uma associação aleatória
Vivian diz:
depois que vc a escolheu apenas por ela ser obscura
Vivian diz:
depois acho que vc lembra de mim na frase que ele diz "But you shed not a single tear for the things that you didn't need
Cause you knew you were finally free "
Vivian diz:
é algo que tem um pouco a ver comigo
Vivian diz:
agora acho de novo que foi uma escolha aleatória huahauau
Vivian diz:
ou o titulo da musica vc acha que tem a ver comigo, então a escolheu pelo titulo mesmo
Pedro Gabriel diz:
foi mais porque você me passou o clipe.
Vivian diz:
não foi

Foi broxante. Ele me associava à música porque tinha passado o clipe para ele. O que nem aconteceu. Ainda estou procurando a música que me explique (excluindo Oops, I did it again, como já disseram).

A letra da tal música obscura pode ser encontrada AQUI.

28 de março de 2008

A câmera, o vidro e o engarrafamento.



Eu estou começando a duvidar que tenho talento para qualquer tipo de arte existente no mundo. Eu preciso para a aula de fotografia praticar arduamente tirando fotos em qualquer oportunidade que eu achar válida e utilizar os conhecimentos que eu deveria ter adquirido nas aulas (enquadramento, equilíbrio, noção do ridículo, etc).

Então, eu na quinta-feira após sair da ECO mais cedo (exatamente porque matei a aula de fotografia) entrei no ônibus e decidi tirar fotos do caminho que faço para casa todo santo dia, que é um caminho lindo, porém quase banal para mim.

Comecei errado ao sentar do lado do ônibus que dá para as ruas. Eu podia escolher entre o lado que dá para a Baía, para o Pão-de-Açúcar, todos os pontos turísticos da cidade ou para o lado em que posos ver pontos de taxi, prédios, carros, mendigos... escolhi esse segundo sem querer.

Tive sorte (mais ou menos sorte) de pegar um engarrafamento gigantesco na Perimetral e na Ponte por causa de um caminhão quebrado. Isso facilitou na hora de tirar as fotos pois agora estava parada e não tinha motivo nenhum para errar enquadramento algum. Não tinha motivo, mas sempre errro.

Algumas dificuldades ainda continuaram como o vidro entre a lente da câmera e o que queria fotografar (era o ônibus frescão, a janela é lacrada), a garota do meu lado com olhar de censura (ela fazia direito, não era feliz e fazia cara de emburrada o tempo todo para tudo, mas cismei que era só para mim), As pessoas dos carros e os vendedores ambulantes olhando para a câmera...
Mas o maior dos meus impecilhos é a minha falta de talento mesmo. Na hora até achei as fotos legais mas vendo agora elas de novo vejo que errei em todas elas alguma coisa. Vejoq ue poderia fazer melhor em outras. Se eu sei oq ue erro, devia parar de errar.

Enfim, é com a prática que se aprende então o negócio é andar com a câmera para onde eu for (com limites porque não pretendo ser roubada) e fotografar. Se eu tirar umas 500 fotos, eu acho que umas 5 ficam decentes.

Essa foto do post é umas das tiradas dentro do 740-D que eu acho que ficou legal pelo menos. Da próxima vez, mostro a viagem vista pelo banco da direita que é mais bonito.

18 de março de 2008

Mal da Norminha

Lembro que, ao dizer que queria fazer o curso de Comunicação Social, umas das primeiras coisa que minha mãe disse foi "Isso me lembra a Norminha." Depois descobri que a tal Norminha era uma personagem do Jô Soares na época que ele fazia programa de humor. Ele vestia uma sainha, tênis, um caderninho debaixo do braço e era uma comunicólogia da PUC. Pois é, fazer Comunicação Social era motivo para piada.

Tá que o curso não era muito conhecido ainda na época que minha mãe era universitária. O da ECO foi criado em 67, mas era só de Jornalismo naquela época acho. E, para ser jornalista nem precisava ter curso superior até pouco tempo, no máximo ser alfabetizado.

As reações que tiveram quando eu falava minha escolha de curso eram (e são) extremamente variadas.
  • Comunicação ein? Pra quê?
  • Porque não Medicina como sua mãe?
  • Da onde você tirou essa idéia?
  • Nem vai precisar estudar mais ein? Vida boa...
  • Curso fácil pra caralho.
  • Conheço alguém que faz Comunicação na PUC... um amigo maconheiro que eu tenho.
  • Você quer ser atriz?
  • Vai ser apresentadora de TV?
  • Sua aula é ver filme?
  • Vai acabar desempregada.
  • Vai trabalhar numa mídia manipuladora de massas nojenta que emburrece? - fala de um revoltados estudante de filosofia
  • Cuidado.
  • Juízo.

Pois é, ainda é motivo para piada.
Para fugir de qualquer comentário minto dizendo que faço Jornalismo na UFRJ (Enfatizando BEM o UFRJ) mesmo quando não sabia se ia mesmo fazer Jornalismo. Melhor do que dizer que faço Comunicação, algo tão abrangente e que parece emprego nenhum.

Espero que as novas gerações entendam que o controle do mundo está 90% com a mídia, que é controlada por comunicólogos maconheiros na época da faculdade (alguns ainda não testaram drogas, não vou generalizar). Os outros 10% é do presidente dos EUA. Nós dominamos.
Meu (ou nosso) curso não parece sério, porém eu tento levá-lo a sério e o acho importante para o funcionamento do mundo (estou excluindo a Publicidade nessa frase).
Vou parar de ouvir essas piadinhas quando estiver morando no meu apartamento lindo em NY e ser vizinha de alguma celebridade. They can kiss my derrièrre.


10 de março de 2008

1° dia de aula de verdade na Eco (ou não)

Como Amy, precisarei de drogas pesadas para aguentar o tranco.


O dia de hoje não foi bom. Foi tão estranho que bati o meu recorde de tempo no transport na academia (aquele aparelho que simula alguém subindo uma escada, ou algo parecido) para transferir todo o sangue do meu cérebro para a minha perna. Assim eu iria parar de pensar.

Minhas reclamações foram resumidas numa conversa no msn com um amigo hoje às 22h:


thiago_nichols diz:
como foi o 1° dia de aula?
Vi diz:
ih, nem fala
parece que esse semestre vou ter que estudar
Vi diz:
ou pelo menos, vou ter muita coisa para fazer
thiago_nichols diz:
1°dia de aula já ta assim?
Vi diz:
pow, na primeira aula a professora diz que precisamos fazer uma pesquisa de campo com algum grupo da sociedade blé blé (aula de antropologia)
Vi diz:
na segunda, tenho prova, trabalho de um projeto audiovisual de 20 minutos compelto no final do semestre e um relatório para DEPOIS DE AMANHÃ
Vi diz:
na terceira aula, o programa de aula do cara inclui basicamente ensinar C, C++ e Pascal
sim, PROGRAMAÇÃO
e mais duas provas
Vi diz:
pow, eu estudei para passar em comunicação para não estudar nunca mais
to revoltada
thiago_nichols diz:
ahh larga mão de ser preguiçosa
Vi diz:
e tenho mais 3 matérias e 1 laboratório
vou ter que dormir menos ainda, fudeu

Todos devem estar sentindo algo assim como eu. Eu ainda tenho a esperança da Eco continuar sendo só aparentemente difícil.
Mas meu desespero é quase igual a de um calouro assistindo a aula de REF. =(

1 de março de 2008

Nem por você, nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos

Em The Sims, apenas os sims que têm vinte e poucos anos possuem coragem e mentalidade para correrem pelados pelo câmpus


A maioria das pessoas que lê esse blog não chegou nos vinte anos (conto os leitores que eu conheço). Quase nenhum chegou nos 20 e poucos. Esse ano eu cheguei à idade mínima para dizer que tenho 20 e poucos (21) e percebi que, realmente, esse momento é único e merece mesmo uma música (uma música melhor que uma feita pelo Fabio jr).


A primeira coisa que senti quando fiz vinte e poucos foi que eu devia ter realizado mais coisa na vida. A Hannah Montana é famosa aos 15 anos, a Hayden Panettiere é um sex symbol aos 18. Até os Hanson eram famosos cedo.
Se bem que eu nunca tive vontade de ser famosa como eles, mas quero escrever um livro, ficar rica, controlar toda a televisão mundial, ter uma cama de casal, morar um tempo em Paris, entre outras coisas (quero ser sex sybol como a Hayden, confesso), e não realizei nada disso até os 20.

Percebi que era a hora de me empenhar. Até os 20 estava preocupada demais em realizar coisas menores como passar no vestibular então não consegui me concentrar nos grandes feitos. Só se eles caíssem do céu,
Agora preciso me esforçar. Até fiz um fundo de garantia, investi em ações, tudo para ter o capital necessário para os grandes feitos.
Porque, pensa bem... a única coisa que impede um adolescente de fazer alguma coisa idiota como fugir para a Nova Zelândia por uma semana é porque ele não tem como ir, falta dinheiro, ele só tem o dinheiro do pai. Com 20 e poucos o jovem (deixou de ser adolescente né, no The Sims é chamado até de jovem adulto), já tem um trabalho que dá uma mixaria de salário mas que é suficiente para fugir para... a Argentina (que é mais baratinho).

Para fazer tudo isso também eu só precisei me livrar de qualquer encosto (isso equivale à terminar qualquer relacionamento amoroso em que o companheiro se assemelha a um sociopata ciumento) e arranjar uma companhia disposta e nem um pouco medrosa ( isso equivale à fazer a melhor amiga se livrar do encosto dela).

Por isso esse ano promete (ainda). 2010 também, em diante. Até eu chegar aos 25 (que é quando chego nos vinte e muitos anos) eu aproveito. Nessa idade as pessoas começar a se preocupar com contas, impostos e casamento. Só vou conseguir chegar à idade adulta sendo alguém mais ou menos feliz se tiver tido algumas histórias legais dos meus vinte e poucos para lembrar.

23 de fevereiro de 2008

A friend is someone who is there for you when he'd rather be anywhere else

A minha antipatia está me destruindo.
As 20h do sábado eu percebi que o grande motivo de eu estar em casa é eu ter sido, todo o tempo, uma antipática que não ligava para ninguém e que não se importava em ser socialmente agradável.
É quase um castigo. Tenho o celular na minha frente e ninguém para ligar. Porque eu sei que assim que ligar, vou levar um fora. Posso até imaginar o motivo de cada um: "Marquei de sair com umas pessoas", "Hoje vou sair com meu namorado", "Já fui convidado para dois aniversarios". E pior, ninnguém vai estar mentindo para me evitar.
Me sinto uma boba procurando ser infiltrada em algum evento.

Comecei a perceber que não participo de círculo social nenhum. Não tenho mais um grupo de amigos que posso confiar em marcar um programa comigo no final de semana. Se não ligo para chamar alguém para sair não é por vergonha, é porque sei que não sou prioridade para ninguém mesmo.

Eu não ligava tanto mas está piorando. Eu estou num estado que realmente choro ao perceber que não fui convidada para algum lugar porque me esqueceram. Não quero ser o centro das atenções mas ser esquecida é muito para mim. E isso está acontececendo o tempo todo. Eu fico sem ação e não sei como resolver, então choro na hora. No dia seguinte eu esqueço e volto para minha aparência de marrenta.

Acho que ninguém percebe que eu fico em casa porque não sou convidada para lugar algum. Também que eu estou me sentindo desprezada cada vez mais. Pararam de sentir minha falta. Ou nunca sentiram.

Eu sei que diversos amigos vão ler isso (melhor, alguns amigos) e cada um vai ter um motivo para explicar o porquê de não me chamar para um cinema, um bar, uma festa, etc. E todos os motivos serão válidos.
Eu sei que a culpa é mais minha que sempre esperei alguém ligar ao invés de eu ligar.
Mas eu precisava avisar que estou mal até porque, só depois de deixar bem claro que minha vida está uma merda que eu posso reclamar que ninguém quer me ajudar.

Parece, mas eu não quero que tenham pena de mim.